Adão Lopes

Faltam poucos dias para essa conversa

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Adão Lopes

07 Set 2026 · 4 min de leitura

Faltam poucos dias para essa conversa

Há conversas que começam muito antes de acontecerem.

Elas começam nas decisões que tomamos, nas dificuldades que atravessamos, nas pessoas que encontramos pelo caminho e, principalmente, nas perguntas que ainda não conseguimos responder.

No próximo dia 10 de setembro, quando subir ao palco para celebrar os 18 anos da VARITUS BRASIL, não quero simplesmente contar a história de uma empresa.

Quero ter uma conversa.

A ideia surgiu a partir de uma provocação do João Kepler, em uma de nossas conversas sobre o evento. A propósito ele será o ponto alto da noite.

Uma conversa sobre o que aprendemos nesses quase dezoito anos construindo uma empresa, formando pessoas, errando, corrigindo rotas, crescendo e tentando compreender o que virá depois.

Porque talvez este seja exatamente o momento em que muitos empresários estejam se fazendo a mesma pergunta:

Como preparar nossas empresas para um futuro que está chegando muito mais rápido do que imaginávamos?

A inteligência artificial já começou a mudar a forma como trabalhamos, produzimos, vendemos, atendemos clientes e tomamos decisões. E ainda estamos no início.

Quero mostrar meu filho André, que tem dificuldades visuais e de fala, conversando com um agente de IA construído pela VARITUS e emitindo uma nota fiscal de um livro vendido. Deste mesmo livro que visitamos cafeterias aos sábados pela manhã.

Não apenas como uma demonstração de tecnologia.

Mas como uma demonstração de possibilidade.

De como a inteligência artificial pode ampliar capacidades, reduzir barreiras e potencializar o ser humano.

Nos próximos anos, muitas atividades que hoje dependem de pessoas serão automatizadas. Sistemas deixarão de ser apenas ferramentas e começarão a assumir tarefas completas. Agentes de IA participarão cada vez mais da operação das empresas.

Isso não significa que as pessoas perderão importância.

Significa exatamente o contrário.

Quanto mais capacidade entregarmos às máquinas, mais precisaremos desenvolver aquilo que elas não conseguem substituir facilmente: julgamento, responsabilidade, confiança, criatividade, empatia, coragem e liderança.

Por isso tenho repetido algo que se tornou central para mim:

IA potencializa. Pessoas transformam.

A tecnologia pode multiplicar nossa capacidade.

Mas são as pessoas que constroem cultura.

São as pessoas que assumem responsabilidades.

São as pessoas que inspiram outras pessoas.

E são as pessoas que dão significado ao que estamos construindo.

Quando olho para a VARITUS chegando aos 18 anos, percebo que talvez nossa maior conquista não esteja nos produtos que desenvolvemos, nos clientes que conquistamos ou nos números que alcançamos.

Está nas pessoas que cresceram conosco.

Algumas chegaram muito jovens. Aprenderam, erraram, assumiram responsabilidades, tornaram-se líderes e hoje ajudam a construir aquilo que antes existia apenas na cabeça de um fundador.

E talvez seja exatamente aí que esteja uma das maiores responsabilidades de quem empreende:

Construir algo que não dependa apenas de nós.

Preparar pessoas.

Compartilhar visão.

Criar oportunidades.

E permitir que outros também se tornem protagonistas da história.

Ao mesmo tempo, precisamos ter coragem para olhar para frente.

O próximo ciclo da VARITUS será profundamente tecnológico. Estamos pensando em inteligência artificial aplicada ao universo fiscal, automação, novos produtos, educação e na construção de um ecossistema capaz de tornar atividades complexas cada vez mais simples para empresários e empresas.

Mas quero construir tudo isso sem perder algo que considero essencial:

a humanidade da empresa.

Talvez esse seja um dos grandes desafios da nova economia.

Criar empresas extraordinariamente tecnológicas sem permitir que se tornem organizações emocionalmente vazias.

Ser eficiente sem deixar de ser humano.

Automatizar processos sem automatizar relações.

Utilizar inteligência artificial sem terceirizar nossa capacidade de pensar.

Faltam poucos dias para essa conversa.

E, quanto mais esse momento se aproxima, mais percebo que os 18 anos da VARITUS não representam apenas o fechamento de um ciclo.

Representam o início de outro.

Um ciclo em que tecnologia e pessoas precisarão caminhar juntas.

Em que empresários precisarão aprender muito mais rápido.

Em que líderes precisarão desenvolver novas capacidades.

E em que empresas precisarão decidir não apenas quanto querem crescer, mas, principalmente, quem desejam se tornar enquanto crescem.

No dia 10 de setembro, quero conversar sobre isso.

Sobre passado, presente e futuro.

Sobre tecnologia.

Sobre pessoas.

Sobre liderança.

E, principalmente, sobre a responsabilidade de construir empresas que continuem fazendo sentido em um mundo que está mudando diante dos nossos olhos.

Faltam poucos dias.

Talvez seja uma das conversas mais importantes que já tivemos.

Adão Lopes

Empresário, mentor, investidor, filho, pai, avô, triatleta amador, cavaleiro e fundador da VARITUS Brasil.