Sua senha não é mais sua principal proteção - Durante muito tempo, a principal recomendação de segurança digital era simples: crie uma senha forte, troque-a periodicamente e não a compartilhe com ninguém.
Embora essa orientação continue válida, a realidade da cibersegurança mudou de forma significativa nos últimos anos. Hoje, uma senha sozinha já não é suficiente para proteger informações corporativas, sistemas críticos e dados sensíveis.
Os criminosos digitais evoluíram. As técnicas de ataque ficaram mais sofisticadas, os recursos tecnológicos mais acessíveis e a capacidade de enganar usuários aumentou consideravelmente. Nesse cenário, a identidade digital passou a ocupar o centro das estratégias modernas de proteção.
Não por acaso, especialistas em Segurança da Informação passaram a repetir uma frase cada vez mais comum no mercado: a identidade é o novo perímetro de segurança.
O que isso significa na prática?
Antigamente, as empresas concentravam seus esforços de proteção nas fronteiras da rede corporativa. Firewalls, antivírus e controles de acesso internos eram considerados suficientes para manter os ambientes protegidos.
Hoje a realidade é diferente.
Os colaboradores acessam sistemas de casa, do escritório, em viagens, por dispositivos móveis e por aplicações hospedadas em nuvem. Clientes, fornecedores e parceiros também interagem constantemente com plataformas digitais.
Nesse novo cenário, o ponto mais importante deixou de ser apenas proteger a infraestrutura. É preciso garantir que a pessoa que está acessando determinada informação seja realmente quem diz ser.
É exatamente aí que entra o conceito de identidade digital.
O que é identidade digital?
A identidade digital é o conjunto de informações que permite validar e reconhecer um usuário dentro de um ambiente tecnológico. Ela vai muito além do tradicional login e senha.
Fazem parte desse conceito informações como credenciais de acesso, permissões concedidas, histórico de autenticação, dispositivos utilizados, localização de acesso e mecanismos adicionais de validação.
Em outras palavras, a identidade digital funciona como um documento eletrônico que comprova quem está tentando acessar um sistema e quais ações essa pessoa está autorizada a realizar.
O problema das credenciais comprometidas
Grande parte dos incidentes de segurança registrados atualmente tem origem em credenciais roubadas ou utilizadas de forma indevida.
Isso acontece porque os criminosos perceberam que, muitas vezes, é mais fácil enganar uma pessoa do que tentar invadir diretamente um sistema protegido.
Um colaborador pode receber um e-mail aparentemente legítimo solicitando atualização de senha. Um gestor pode clicar em um link fraudulento acreditando tratar-se de uma comunicação oficial. Um profissional pode reutilizar a mesma senha em diferentes plataformas sem perceber os riscos envolvidos.
Quando uma credencial é comprometida, o invasor passa a agir como um usuário legítimo. Isso dificulta a identificação do problema e amplia significativamente os danos potenciais.
Por esse motivo, os ataques modernos estão cada vez mais focados na captura de identidades digitais.
O que é MFA e por que ele se tornou indispensável?
Uma das respostas mais eficazes para esse cenário é a autenticação multifator, conhecida pela sigla MFA, do inglês Multi-Factor Authentication.
O conceito é simples. Além da senha, o usuário precisa apresentar uma segunda forma de validação para concluir o acesso.
Esse segundo fator pode ser um código enviado ao celular, uma notificação em aplicativo autenticador, um token físico ou até mesmo uma característica biométrica, como impressão digital ou reconhecimento facial.
Mesmo que a senha seja descoberta por terceiros, o invasor encontrará uma barreira adicional que dificulta significativamente a invasão.
Por isso, atualmente, a autenticação multifator deixou de ser uma recomendação e passou a ser considerada uma das práticas mais importantes de proteção digital.
O que são passkeys e por que elas estão ganhando espaço?
Outro conceito que vem ganhando destaque é o das passkeys.
Trata-se de uma tecnologia desenvolvida para reduzir a dependência das senhas tradicionais.
Em vez de memorizar combinações complexas de letras, números e caracteres especiais, o usuário utiliza métodos mais seguros de autenticação, normalmente vinculados ao próprio dispositivo e protegidos por biometria ou reconhecimento local.
Grandes empresas de tecnologia já estão investindo fortemente nesse modelo porque ele reduz riscos associados ao roubo de credenciais e melhora a experiência do usuário.
Embora a adoção ainda esteja em expansão, muitos especialistas apontam as passkeys como um dos caminhos mais promissores para o futuro da autenticação digital.
O que a ISO 27001 tem a ver com tudo isso?
A ISO 27001 é a principal norma internacional voltada à gestão da Segurança da Informação.
Entre seus diversos requisitos, existe uma forte preocupação com o controle de acessos, a gestão de identidades, a proteção das informações e a redução dos riscos associados ao uso inadequado de credenciais.
A norma reconhece que a proteção tecnológica, por si só, não é suficiente. É necessário estabelecer políticas, processos e mecanismos que garantam que apenas pessoas autorizadas tenham acesso às informações corretas, no momento adequado e pelo tempo necessário.
Por isso, temas como autenticação multifator, gestão de privilégios, revisão periódica de acessos e conscientização dos usuários estão cada vez mais presentes nas estratégias das organizações que buscam maturidade em Segurança da Informação.
Segurança começa pelas pessoas
Investir em tecnologia continua sendo fundamental. No entanto, nenhuma ferramenta substitui a necessidade de uma cultura de segurança bem estruturada.
A combinação entre processos consistentes, tecnologias adequadas e usuários conscientes é o que realmente fortalece a proteção das organizações.
A VARITUS Brasil está no topo da segurança digital, integrando um seleto grupo de empresas do seu segmento a possuir a certificação ISO 27001.
A identidade digital se tornou um dos ativos mais valiosos dentro das empresas modernas. Proteger esse ativo significa reduzir riscos, fortalecer a governança e aumentar a confiança de clientes, parceiros e colaboradores.
Em um ambiente onde os ataques evoluem diariamente, a pergunta que toda organização deveria fazer não é apenas se suas senhas são fortes.
A pergunta mais importante é: sua empresa realmente sabe quem está acessando suas informações?
