Adão Lopes

O futuro que apresentamos no palco já começou

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Adão Lopes

15 Set 2026 · 3 min de leitura

O futuro que apresentamos no palco já começou

Na noite dos 18 anos da VARITUS, subimos ao palco para falar de história, pessoas, tecnologia e futuro. Mostramos para centenas de empresários aquilo em que acreditamos para os próximos anos: empresas mais inteligentes, processos mais simples, inteligência artificial trabalhando ao lado das pessoas e líderes capazes de conduzir essa transformação. Mas existe algo importante sobre o futuro: depois que você o anuncia publicamente, ele deixa de ser apenas uma visão. Torna-se compromisso.

Foi por isso que aquela noite não terminou quando as luzes do teatro se apagaram. Na verdade, foi ali que começou uma nova etapa. Tudo aquilo que apresentamos: agentes de inteligência artificial, LLMs, automação, documentos fiscais sendo gerados de maneiras cada vez mais naturais e uma nova arquitetura de tecnologia fiscal. Agora precisa sair da apresentação e entrar definitivamente na operação.

Um dos momentos mais simbólicos para mim foi ver meu filho André demonstrando no palco a emissão de um documento fiscal utilizando uma conversa pelo WhatsApp. Para alguns, poderia parecer apenas uma demonstração tecnológica. Para mim, representava algo muito maior: a complexidade desaparecendo diante do usuário. Durante décadas, ensinamos pessoas a operar sistemas. Agora estamos construindo sistemas capazes de compreender as pessoas.

Essa mudança parece simples, mas altera profundamente a indústria de software. O futuro não será formado apenas por telas, menus, campos e botões. Sistemas começarão a interpretar intenções, buscar informações, executar tarefas, conferir resultados e aprender com o contexto. Em muitas situações, o usuário não precisará saber onde clicar. Precisará apenas saber o que deseja realizar.

É nesse cenário que estamos construindo o próximo ciclo da VARITUS. A inteligência artificial não será apenas uma funcionalidade adicionada aos produtos. Ela precisa fazer parte da arquitetura do negócio. É daí que nasce nossa visão de uma FISCAL IA ENGINE: uma inteligência capaz de compreender documentos, regras, operações e contextos fiscais para transformar complexidade tributária em decisões e ações cada vez mais simples.

Mas existe uma convicção que considero ainda mais importante: tecnologia potencializa; pessoas transformam. Podemos construir agentes mais inteligentes, modelos mais poderosos e sistemas cada vez mais autônomos. Ainda assim, continuarão sendo as pessoas que darão direção, significado e propósito a essas ferramentas. Por isso, o futuro das empresas não será apenas tecnológico. Será tecnológico e profundamente humano.

Para o empresário, essa transformação também traz uma escolha. É possível observar essa mudança de longe e reagir quando ela se tornar inevitável. Ou podemos começar agora a entender, testar, errar, aprender e reconstruir nossos negócios enquanto ainda temos tempo para liderar a mudança. Tenho escolhido a segunda alternativa.

No palco, apresentamos uma visão do futuro. Agora começa a parte mais difícil e também a mais empolgante: construí-lo. Os 18 anos nos deram história, experiência e credibilidade. O próximo ciclo exigirá coragem, velocidade e capacidade de transformação. Porque o futuro que apresentamos no palco já começou. E nós decidimos não apenas acompanhá-lo, mas ajudar a construí-lo com protagonistas.