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LGPD e Cibersegurança em 2026: da conformidade legal à gestão real de riscos

CIBERSEGURANÇA, ISO 27001, LGPD, V-Tech

LGPD e Cibersegurança – Em 2026, a Lei Geral de Proteção de Dados deixou definitivamente de ser uma novidade regulatória para se consolidar como um pilar da gestão empresarial no Brasil. O amadurecimento da atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, aliado ao aumento da fiscalização e à maior conscientização dos titulares, elevou significativamente o nível de exigência.

As empresas passaram a ser cobradas não por declarações formais de adequação, mas pela capacidade efetiva de demonstrar que tratam dados pessoais de forma lícita, segura e proporcional.

A fase predominantemente educativa da LGPD está totalmente superada. A legislação vem sendo aplicada com maior rigor, inclusive por meio de sanções administrativas, exigência de programas estruturados de governança em privacidade e análise crítica das bases legais utilizadas.

Incidentes de segurança da informação, sobretudo aqueles decorrentes de falhas técnicas ou ausência de medidas preventivas, passaram a gerar consequências concretas e imediatas para as organizações.

É nesse contexto que o entrelaçamento entre LGPD e cibersegurança é inegável. A proteção de dados pessoais não é apenas uma questão jurídica ou documental. Ela depende diretamente da adoção de medidas técnicas e organizacionais capazes de prevenir acessos não autorizados, vazamentos, indisponibilidades e ataques cibernéticos.

Controles de acesso, criptografia, monitoramento contínuo, gestão de vulnerabilidades e planos de resposta a incidentes tornaram-se elementos centrais da conformidade legal.

ISO 27001 ainda mais estratégica!

LGPD e Cibersegurança – Nesse cenário, certificações internacionais de segurança da informação, como a ISO 27001, assumem papel estratégico. Mais do que um selo formal, a certificação comprova a existência de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação baseado em avaliação contínua de riscos, controles técnicos e administrativos, monitoramento e melhoria permanente.

Para a LGPD, isso representa evidência concreta de accountability (um termo que remete à responsabilização e prestação de contas, exigidas na legislação). Ao possuir a certificação ISO 27001, a VARITUS Brasil reforça seu compromisso com a proteção de dados, a conformidade regulatória e a construção de ambientes digitais resilientes, alinhados às melhores práticas globais de cibersegurança.

A diferença entre conformidade meramente documental e conformidade real tornou-se evidente. Políticas genéricas, contratos padronizados ou a simples nomeação formal de um encarregado de dados já não são suficientes. A LGPD exige que as empresas conheçam seus fluxos de dados, identifiquem riscos, capacitem equipes e adotem medidas compatíveis com a natureza e a sensibilidade das informações tratadas.

Atenção total com terceiros – parceiros, fornecedores, prestadores de serviço!

LGPD e Cibersegurança – Outro ponto crítico diz respeito à responsabilidade envolvendo terceiros. Grande parte dos riscos atuais decorre do compartilhamento de dados com fornecedores e parceiros sem critérios claros, diligência prévia ou cláusulas contratuais adequadas. A corresponsabilidade pelo tratamento de dados tornou-se um fator relevante, capaz de expor empresas a autuações e litígios mesmo quando o incidente não se origina diretamente de sua operação.

Os impactos do descumprimento da LGPD extrapolam a esfera administrativa. Multas, indenizações e custos de resposta a incidentes se somam à perda de confiança de clientes e parceiros e a entraves em operações estratégicas, como contratos com grandes grupos, processos de fusão e aquisição e projetos de expansão. A proteção de dados passou a integrar, de forma definitiva, os critérios de avaliação de maturidade, governança e credibilidade empresarial.

Por outro lado, organizações que incorporaram a LGPD à sua estratégia de gestão e cibersegurança colhem benefícios claros. A construção de uma cultura de privacidade fortalece a segurança jurídica, melhora processos internos, reduz vulnerabilidades e gera vantagem competitiva.

Em 2026, a questão central já não é se a empresa precisa se adequar à LGPD, mas qual é seu nível real de exposição a riscos e o quanto sua estrutura está preparada para responder a exigências regulatórias e incidentes digitais cada vez mais complexos.

11 de fevereiro de 2026

VARITUS Brasil


Publicado em: 11/02/2026

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